Nascer em bairros pobres, viver em barracas , passar necessidades, viver na rua o dia inteiro enquanto os seu pais se matavam de trabalhar para pôr alimento na mesa, ir a pé para a escola e essa foi a realidade de muitos dos nossos jogadores da Selecção.
Muitos nem sequer tinham uma bola de verdade para dar azo ás suas ambições, muitos jogaram com bolas de trapo e feitas de jornais, descalços , em campos improvizados , de terra batida.Muitos deles tiveram a sorte de poder treinar em campos de futebol, quantas vezes saiam da escola e iam para os treinos a pé e voltavam já noite cerrada, tudo por amor ao futebol.
E tiveram a sorte de alguem apostar neles, acreditaram que tinham fortes possibilidades de vencer no mundo do futebol profissional, tiveram a sorte de vingar num clube primeiro de baixo escalão e seguindo os maiores clubes portugueses, finalmente o patamar que todos desejam alcançar, jogar no estrangeiro, com aqueles jogadores que só conheciam pela tv, aqueles idolos com quem sonhavam tantas vezes,com aqueles que desejavam um autografo, uma camisola, um aceno, um sorriso.
Muitos deles sonhavam ser aquele ou outro jogador, jogar com aquele jogador então seria o culminar de todos os sonhos.
Muitos deles concretizaram os seus sonhos, hoje jogam com aqueles que outrora foram seus idolos, hoje representam aquele clube que sonhavam quando crianças e depois como jogadores profissionais,hoje já não passam necessidades, as barracas em que viviam são agora autênticos palacetes, os seus pais já não necessitam de sair de madrugada para trabalhar, hoje já podem ter tudo o que desejaram outrora,já não precisam de andar a pé, têm grandes carros.
Hoje são conhecidos mundialmente, hoje são apelidados de melhores jogadores do mundo, hoje têm tudo aquilo que muitas crianças hoje desejam, fama ,riqueza.
Mas HOJE muitos deles tambem se esqueceram do que foram outrora, e apesar de todos os bens materiais que possuem, continuam pobres, pobres de espirito.
Lá do alto do seu pedestal olham para o povo com desdem, ou pior ignoram o povo que os aplaude, o povo que relega muitas vezes a sua vida profissional e pessoal para segundo lugar, apenas por um sorriso, um aceno, um autògrafo, ou simplesmente para verem ao vivo os seus idolos, os seus jogadores preferidos, o povo que enche as ruas por onde eles passam, o povo que coloca bandeiras nas janelas para lhes dar incentivo, o povo que se levanta de madrugada para conseguir um bilhete para assistir aos treinos, o povo mais idoso que poucas alegrias têm nas aldeias onde vivem, e deixam tudo para os ver, o mesmo povo onde eles um dia pertenceram.
Os nossos jogadores da selecção não passam de meninos mimados ingratos, para com aqueles que os ajudaram a ser o que são hoje, o povo que compra bilhetes par os ver jogar, e que com esse dinheiro do povo eles são pagos, enriqueceram à custa desse povo que agora ignoram com desdem, ingratos, para que lhes serve a riqueza, se lhes falta o mais importante " AMOR AO PROXIMO ".
Façam um exame á vossa consciência, e pensem que um dia já pertenceram ao POVO.
Um sorriso, um aceno é o que basta para essa gente que vos idolatra, aqueçam os corações dos portugueses, pois vós são que são hoje ao Povo o devem.
Não é ter uma bela casa, uma bela piscina, uns bons carros, que os fazem GRANDES HOMENS!
Ser Grande Homen é ser humilde, amar o próximo, não ser ingrato.
Por isso este ano não vou querer saber dos jogos da selecção, não vou querer ver jogar um bando de ingratos, vaidosos, que se sentem superiores aos outros.Quantas vezes já me arrependi das lagrimas que chorei no Euro 2004, na final com a Grecia, dos caminhos que percorri para vos apoiar.
Hoje basta um aceno, basta um sorriso, para que todo o esforço que esta gente faz para estar ao vosso lado para vos apoiar e dar incentivo, não seja em vão.
Eu posso não ser rica, viver em modesto apartamento, ter um carro mais barato, contar os euros para chegarem ao fim do mês e não faltar comida na mesa, pagar as minhas contas e ficar com pouco para as minhas poucas vaidades,mas pelo menos tenho dignidade, e orgulho daquilo que sou, pobre mas feliz, pobre de dinheiro mas rica de espirito.
Não me considero inferior a ninguem muito menos a uns badamecos que por enriquecerem se julgam superiores a mim e a qualquer outra pessoa que não seja do seu nivel social.
Coitados, tenho pena dessa gente, que se julga VEDETA ...
Belo exemplo estão a dar aos seus filhos.
E não tinham onde cair mortos....